Cuidados básicos para os felinos

 

É mãe-de-gato ou pai-de-gato de primeira viagem? Está considerando adotar um? Ou já tem e foi cuidando no instinto? Confere aqui algumas dicas de cuidados essenciais pra saúde e segurança do seu miau. Algumas destas questões acabam sendo deixadas em segundo plano por causa de muitos mitos atrelados aos felinos: acreditar que são totalmente independentes e “se viram” nas ruas, que sempre caem em pé, que não precisam de proteção anti-pulga por morar em ambientes fechados, que castrar é maldade e engorda… E, se estes são mitos que atrapalham o bem estar e segurança dos felinos, o que precisamos prestar atenção para que fiquem bem e seguros?

Vacinação

Muitas vezes, como estão em um ambiente seguro e fechado, nós humanos esquecemos que gatinhos também podem adoecer por doenças que nós carregamos para casa. É importante ter a carteirinha de vacinação do seu felino em dia, consulte sempre o veterinário e não esqueça de renovar as doses!

Tela

Sabemos que gatos são extremamente ágeis e não costumam cair, mas o mito do “gato sempre cai em pé” ou a lenda de ter 7 vidas não são verdade, e essa crença coloca a vida de muitos peludinhos em perigo. Mesmo com excelente equilíbrio um gato pode se assustar com um escapamento de moto, ou uma batida de porta, e escorregar no batente de uma janela.

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Mas a segurança do peludo não é só em caso de andares altos: a tela tem também a função de manter o gatinho em um ambiente seguro: precisamos ter em mente que o gato moderno não é mais um animal silvestre e sim um animal habituado a coabitar com humanos (em espaços seguros), e o ambiente urbano não é um espaço natural. Não é uma floresta onde ele pode caçar passarinhos e beber água do riacho. É um espaço pavimentado e hostil, sem água limpa, caças, ou abrigo, cheio de perigos como crueldade humana, atropelamentos, veneno, cachorros bravos, parasitas contaminados, pombos e roedores doentes, e até brigas com outros gatos.

Um gato doméstico sobrevive por apenas 3 meses solto na cidade. Um gato de rua não passa de 3 anos. Um gato doméstico pode chegar a 20. Quem ama cuida. Instale redes em todas as janelas, inclusive do banheiro e da área de serviço (mesmo sendo pequenas e altas) e não exponha seu gatinho à rua sem o devido cuidado (caixa de transporte, coleira, mochila de transporte, por exemplo).

Castração

Assim como os cães, os gatinhos machos e fêmeas podem ter problemas de saúde relacionados aos órgãos reprodutivos com o tempo. A indicação de muitos especialistas é fazer a castração assim que possível – após um resguardo de alguns meses (geralmente 6) e fora da época do cio para evitar sangramentos.
Sabemos que existe uma preocupação com o ganho de peso, mas um gatinho estimulado que brinca e tem um ambiente rico, e comida adequada e porcionada, não necessariamente vai ganhar peso ou mudar seu comportamento.
Além de problemas de saúde a castração evita fugas, quedas, brigas com outros gatos e o crescimento desmedido da população felina de rua.

Alimentação e Hidratação

Consulte seu veterinário sobre a ração indicada. Observe sempre os ingredientes e evite marcas ricas em sódio, corantes e aromatizantes. Elas podem influenciar no peso, energia, saúde renal e até na quantidade de perda de pelo e o seu brilho. Confira a porção ideal recomendada pelo fabricante e considere espalhar potinhos diversos com essa comida pela casa. Se preferir ter horários fixos para alimentação ao invés de deixar à vontade, faça testes para ver se seu gato se adapta.

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Muitos gatos adoram água – tanto para se refrescar quanto para beber. Mas alguns não curtem muito se hidratar. A recomendação nestes casos é considerar água corrente, como da torneira, ou de um bebedouro elétrico. Procure também deixar mais de um pote de água disponível, e longe do seu banheiro e do comedouro.

Em casos de gatinhos muito relutantes, invista em comidinha molhada para ajudar na hidratação. Pode ser caseira, com frango desfiado bem molhudinho ou carne moída refogada com água (e sem tempero), por exemplo.

Proteção contra parasitas

Não é porque não saem à rua passear como os cachorros que os gatos estão livres dos perigos de pulgas, carrapatos e vermes. Nós trazemos possíveis contaminações nas nossas roupas, sapatos, alimentos e até pela janela. Confira com seu veterinário a dosagem e o espaçamento entre as doses de antipulga, carrapato, vermífugo e outros..

Existem proteções em forma de coleira, pipeta, dose oral e tantas outras. Alguns se adaptam melhor com soluções orais, outros com soluções tópicas – você pode detalhar melhor o perfil e preferências do seu gatinho para o profissional de saúde fazer sua recomendação de qual tipo de proteção é a ideal para o seu caso.

Higiene

Gatinhos não precisam de banhos, diferente dos cachorros. Alguns gostam de água, e podem sim tomar banho, especialmente se acostumados desde pequenos, mas não é uma necessidade da espécie. Eles se asseiam com a língua, e geralmente soltam os pelos que engolem nas fezes ou via bolas de pêlo.
É interessante, contudo, manter seu peludo bem escovado. Além de ser prazeroso para eles, pois é como uma língua de mãe fazendo carinho, ajuda a limpar o couro cabeludo, renovar os pelos e trazer irrigação de sangue para a pele.
Caso seu peludo esteja com um cheiro ruim, caspa ou sujeira no pelo e não seja fã de água, pegue uma toalhinha ou pano limpo, coloque em água morna com vinagre, torça, e passe no miau. Isso ajuda com parasitas, cheiros, pelo apagado e sem vida, caspa e outras questões. Lembre-se de nunca fazer uma contenção forçada do peludo para que ele não assuste e não associe a limpeza a algo ruim, faça como um carinho – no tempo dele.

Lambeijos e ronrons